IRB/1996-adaptado) Macunaíma, o herói sem nenhum caráter,
foi escrito por Mário de Andrade. Obra publicada em 1928, sendo considera uma
das obras primas da primeira geração do Modernismo. O próprio Mário definiu
Macunaíma como uma rapsódia, isto é, a reunião, em uma mesma obra, de temas ou
assuntos heterogêneos de origem variada.
Resumo
Macunaíma, índio da tribo tapanhumas, nasce as margens do rio
Uraricoera, na Amazônia. Vive com os irmãos Maanape e Jinguê, até a morte da
mãe, quando os três partem em busca de aventuras. O herói encontra Ci, Mãe do
Mato, rainha das Icamiabas, tribo de amazonas, faz dela sua mulher e torna-se
Imperador do Mato-Virgem. Ci dá à luz um filho, mas ele morre e ela também,
logo em seguida.
Antes de virar estrela no céu, ela dá a Macunaíma
um amuleto, a muiraquitã (uma pedra verde em forma de lagarto), que o herói
perde e vai parar nas mãos de Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã comedor
de gente, que mora em São Paulo.
Macunaíma e seus irmãos descem para a cidade
grande para tentar recuperar a muiraquitã. Em São Paulo, assistimos à
descoberta da civilização industrial por Macunaíma e suas lutas contra o
gigante até recuperar o amuleto. Quando o herói consegue a façanha, retorna
para o Uraricoera. Lá, sofrera a perda dos irmãos e a vingança de Vei, a deusa
do sol.
Vei havia oferecido a Macunaíma uma de suas filhas
em casamento, quando ele visitara o Rio de Janeiro. O herói fez um trato com
ela de não andar mais atrás de mulher nenhuma, mas assim que fica sozinho,
corre atrás de uma portuguesa.
Para se vingar, no final do livro, Vei faz
Macunaíma sentir um forte calor, que desperta seus insaciáveis desejos sexuais;
então, lança-o nos braços de uma Uiara, monstro disfarçado de bela mulher que
habita o fundo dos lagos. O herói é destroçado e perde definitivamente a
muiraquitã. Cansado de tudo, Macunaíma vai para o céu transformado na
Constelação da Ursa Maior.