sexta-feira, 3 de maio de 2013

Economia Brasileira

(ANPEC / 2010) No que concerne ao Modelo Primário-Exportador e à expansão industrial antes de 1930, é correto afirmar que a substituição de importações nos ramos industriais já existentes era mais fácil quando havia depreciação do mil-réis, mas a diversificação dos investimentos para novos ramos industriais era desestimulada.

2 comentários:

  1. Deve-se nesta questão entender o efeito da variação da taxa de câmbio sobre as importações. Uma depreciação do mil-réis, que corresponde a um aumento da taxa de câmbio, se traduz numa maior competitividade dos produtos produzidos domesticamente. De outra forma, houve uma redução dos preços das mercadorias brasileiras em relação às mercadorias importadas.
    (...) um aumentos dos preços das mercadorias importadas relativo aos preços das mercadorias produzidas domesticamente (...) Com isso, há um encarecimento dos bens importados. Como os consumidores tentarão realizar a substituição dessas mercadorias importadas, excluídas do consumo pelo maior preço, por mercadorias produzidas domesticamente, haverá naturalmente um estímulo à produção nacional. Isso ocorreria particularmente nos ramos industriais já existentes, ou seja, nos ramos industriais que já contassem com alguma capacidade instalada, que, a partir do estímulo da demanda doméstica, passariam a ampliar seus níveis de produção.
    Na outra ponta, deve-se discutir por que a depreciação cambial não estimulou a diversificação dos investimentos para novos ramos industriais. A diversificação da indústria se traduz na instalação de novos ramos industriais. Para tanto, são necessárias novas máquinas, equipamentos e bens de capital. Como as importações eram dificultadas quando da ocorrência de depreciações cambiais - as mercadorias importadas tornavam-se mais caras -, não eram obtidas as citadas máquinas, os equipamentos e os bens de capital necessários ao desenvolvimento de novas indústrias.

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